Porque é que não nos olham
E não nos pagam balúrdios
Acaso somos jogadores de futebol?
E vivam os bacocos da Bola
Que de bacocos não têm nada.
manuel feliciano - foi só uma gracinha.
8.26.2010
As 4 fases da Lua
Na Lua Nova
A minha alma é um violão chorando
Eu preciso que me afagues
Que me tires do ângulo zero
Entre o sol, terra e Lua
O meu coração está frio
Que me aqueças com os teus beijos
E faças dos teus olhos o meu sol
No quarto crescente
Eu já te subo surrateiro
Nas 12:00 horas do teu corpo
Sou um semicírculo voltado para o Oeste
No sol quente e meigo do teu rosto
Mas já te aqueço como uma pequena brasa
Adormeço à meia noite no teu corpo
As lágrimas converteram-se num jardim
Os meus pés aqueceram-se-me
E eu já sinto os teus a envolverem-me
Na Lua cheia
O teu amor incide-me por inteiro
O Sol e a Lua estão opostos
E as nossas caras estão de frente
O meu colo é-te a terra onde semeias
O meu sangue fervilha junto ao teu
Eu entorno a minha luz na tua alma
Não há chuva que me apague dentro de ti
No Quarto Minguante
Colhemos todos os frutos que semeamos
Sentimos nossos corpos árvores despidas
E as raízes ainda permanecem profundas
Embora a lua esteja voltada para Leste
Mas tu nem por isso estás de costas
A luz é fraca, mas nos tornamos mais fortes
E os nossos lábios estão de lado se beijando.
Poeta manuel feliciano
A minha alma é um violão chorando
Eu preciso que me afagues
Que me tires do ângulo zero
Entre o sol, terra e Lua
O meu coração está frio
Que me aqueças com os teus beijos
E faças dos teus olhos o meu sol
No quarto crescente
Eu já te subo surrateiro
Nas 12:00 horas do teu corpo
Sou um semicírculo voltado para o Oeste
No sol quente e meigo do teu rosto
Mas já te aqueço como uma pequena brasa
Adormeço à meia noite no teu corpo
As lágrimas converteram-se num jardim
Os meus pés aqueceram-se-me
E eu já sinto os teus a envolverem-me
Na Lua cheia
O teu amor incide-me por inteiro
O Sol e a Lua estão opostos
E as nossas caras estão de frente
O meu colo é-te a terra onde semeias
O meu sangue fervilha junto ao teu
Eu entorno a minha luz na tua alma
Não há chuva que me apague dentro de ti
No Quarto Minguante
Colhemos todos os frutos que semeamos
Sentimos nossos corpos árvores despidas
E as raízes ainda permanecem profundas
Embora a lua esteja voltada para Leste
Mas tu nem por isso estás de costas
A luz é fraca, mas nos tornamos mais fortes
E os nossos lábios estão de lado se beijando.
Poeta manuel feliciano
Eu e Lisboa
Ai Lisboa! Querida bebezinha
De pele calcária e cintura fina
E vestidinho Primavera-Verão
Percorro-te por toda
Acaricio-te os seios
Só com olhares desenfreados
E sinto-te toda molhada
O Tejo transborda-te a pelvis
Agarras-te à minha proa
Suspiram-te as doces colinas
Com papoilas de sol rubro
És o meu porto de abrigo
Na imensidão dos teus braços
brotas um cheirinho doce
A canela de outros tempos
E o nosso sangue fervilha
Corre-te o mundo numa azáfama
E eu vivo-te dentro das veias
Beijo-te os cabelos longos
Em sardinheiras floridas
E tu dizes-me sim tão bem
Só com sinais que eu percebo
No estreito do Bairro Alto
Por esse colo tão esguio
E esse corpo tão de seda
levas-me ao cimo do castelo
E precipitas-me do alto
E tornas-me numa nau de brisa
Por esses teus doces suspiros
Que me desaguam além mar
Onde Eu e Tu Desembocamos
Cheios de carícias e orgasmos!
manuel feliciano
De pele calcária e cintura fina
E vestidinho Primavera-Verão
Percorro-te por toda
Acaricio-te os seios
Só com olhares desenfreados
E sinto-te toda molhada
O Tejo transborda-te a pelvis
Agarras-te à minha proa
Suspiram-te as doces colinas
Com papoilas de sol rubro
És o meu porto de abrigo
Na imensidão dos teus braços
brotas um cheirinho doce
A canela de outros tempos
E o nosso sangue fervilha
Corre-te o mundo numa azáfama
E eu vivo-te dentro das veias
Beijo-te os cabelos longos
Em sardinheiras floridas
E tu dizes-me sim tão bem
Só com sinais que eu percebo
No estreito do Bairro Alto
Por esse colo tão esguio
E esse corpo tão de seda
levas-me ao cimo do castelo
E precipitas-me do alto
E tornas-me numa nau de brisa
Por esses teus doces suspiros
Que me desaguam além mar
Onde Eu e Tu Desembocamos
Cheios de carícias e orgasmos!
manuel feliciano
8.25.2010
No tempo da minha aldeia
Que saudades do tempo da minha aldeia
Quando a geada acariciava os telhados
A caminho da escola tudo tão branquinho
As mãos iam tão frias
E as calças não tinham bolsos
Mas o coração ia quente
Porque o mundo tinha o peso de uma azeitona
Hoje até de Verão eu tenho frio
São as geadas do pensamento que não derretem
Nas calças costuraram-me já os bolsos
E os barcos congelam-se nas pernas
Mas eu não tenho é mãos que os tripulem
E o coração é um capitão já sem porto
E os telhados um mar de tédio só com musgo!
manuel feliciano
Quando a geada acariciava os telhados
A caminho da escola tudo tão branquinho
As mãos iam tão frias
E as calças não tinham bolsos
Mas o coração ia quente
Porque o mundo tinha o peso de uma azeitona
Hoje até de Verão eu tenho frio
São as geadas do pensamento que não derretem
Nas calças costuraram-me já os bolsos
E os barcos congelam-se nas pernas
Mas eu não tenho é mãos que os tripulem
E o coração é um capitão já sem porto
E os telhados um mar de tédio só com musgo!
manuel feliciano
Saudade
Saudade é ter e não ter
É amargura que sabe bem
Aconchegar-se na ausência
Do que parte e não se vai.
É o meu Eu em quem eu amo
É quem eu amo no meu EU
Neste naufrágio que é a vida
É lembrar o que não morre.
Matar de amor a minha sede
Numa fonte que corre seca
Mas que jorra na memória
Que a água por si não mata.
manuel feliciano
É amargura que sabe bem
Aconchegar-se na ausência
Do que parte e não se vai.
É o meu Eu em quem eu amo
É quem eu amo no meu EU
Neste naufrágio que é a vida
É lembrar o que não morre.
Matar de amor a minha sede
Numa fonte que corre seca
Mas que jorra na memória
Que a água por si não mata.
manuel feliciano
8.24.2010
Atenta às minha mãos vazias
Atenta às minha mãos vazias à chuva
Desertas com uma luz que sigo ao centro
Eu não sou mais que a própria chuva
Partindo-se em gozo pelas raízes da terra
Se nos seios me perco como os de vênus
E penso que ser incasto é o Paraíso
Não foram os deuses quem fez o pecado
Nem tão pouco me exigiram ser seu servo
Eu escolho o que é certo ou errado
O deuses não nos deram toda a liberdade
Será que aqui é só para uma bela safra?
Mas isso por si só não é escravatura
Porque a alma vagueia mais que o corpo
E sabem que pecar chega a ser belo
Para quem tem nas mãos a própria alma
Fazer amor confunde-se com o Paraíso
Mas isso os deuses há muito que sabem
Que a carne pode tanto como a alma
E a sua escravatura é a liberdade
Porque não são feitos de carne humana
Ai! se e o mundo fosse só as deusas!
Essas que do Olimpo nos enfeitiçam
Se o mundo se resumisse a um pic-nic
Onde o sexo fosse uma doce sobremesa
Era bom, era bom. Se aqui fosse o Paraíso!
Atenta às minhas mãos vazias com uma luz
Olha que o mundo é só um castelo de areia
Sofrem os inocentes e os mais incautos
Porque aqui em baixo semearam-nos o inferno
E olha que os deuses nunca fariam isto?
Quem fez isto foi a insensatez de um diabo
Que os deuses não punem crianças num berço
Nem mulheres com um coração sangrando!
Manuel Feliciano
Desertas com uma luz que sigo ao centro
Eu não sou mais que a própria chuva
Partindo-se em gozo pelas raízes da terra
Se nos seios me perco como os de vênus
E penso que ser incasto é o Paraíso
Não foram os deuses quem fez o pecado
Nem tão pouco me exigiram ser seu servo
Eu escolho o que é certo ou errado
O deuses não nos deram toda a liberdade
Será que aqui é só para uma bela safra?
Mas isso por si só não é escravatura
Porque a alma vagueia mais que o corpo
E sabem que pecar chega a ser belo
Para quem tem nas mãos a própria alma
Fazer amor confunde-se com o Paraíso
Mas isso os deuses há muito que sabem
Que a carne pode tanto como a alma
E a sua escravatura é a liberdade
Porque não são feitos de carne humana
Ai! se e o mundo fosse só as deusas!
Essas que do Olimpo nos enfeitiçam
Se o mundo se resumisse a um pic-nic
Onde o sexo fosse uma doce sobremesa
Era bom, era bom. Se aqui fosse o Paraíso!
Atenta às minhas mãos vazias com uma luz
Olha que o mundo é só um castelo de areia
Sofrem os inocentes e os mais incautos
Porque aqui em baixo semearam-nos o inferno
E olha que os deuses nunca fariam isto?
Quem fez isto foi a insensatez de um diabo
Que os deuses não punem crianças num berço
Nem mulheres com um coração sangrando!
Manuel Feliciano
8.22.2010
Como é que Fernando Pessoa [...]
Como é que o nosso grande poeta de todo o sempre, Fernando Pessoa, esse vulto do pensamento e da Literatura mundial só publicou um livro em vida?
E como é que o José Saramago só foi reconhecido depois do Nobel?
Eu prefiro dizer-vos brindai-nos do céu com o vosso talento, paz à vossa alma não, afinal a eternidade seria muito monótona, que Deus esteja convosco e continuem a escrever livros no céu.
Não há nenhum homem sem fome de Deus, há sim é homens que entre o belo e o trágico desertam, quem disse que a terra era um jardim de maçãs? Para os crentes e os descrentes, o intuito de Cristo foi mostrar-nos que terra é um bem pesado, que só o amor, a humildade, e a fé aliviam!!
Disse
manuel feliciano
E como é que o José Saramago só foi reconhecido depois do Nobel?
Eu prefiro dizer-vos brindai-nos do céu com o vosso talento, paz à vossa alma não, afinal a eternidade seria muito monótona, que Deus esteja convosco e continuem a escrever livros no céu.
Não há nenhum homem sem fome de Deus, há sim é homens que entre o belo e o trágico desertam, quem disse que a terra era um jardim de maçãs? Para os crentes e os descrentes, o intuito de Cristo foi mostrar-nos que terra é um bem pesado, que só o amor, a humildade, e a fé aliviam!!
Disse
manuel feliciano
Quero te amar só por te amar
Quero-te amar e dar-te um beijo na face
não me importa os teus pregos e misérias
o teu dinheiro caro ou barato do boteco
a tua roupa amarrotada ou passada a ferro
se és budista cristã indú ou muçulmana
se me dás bofetadas como quem dá beijinhos
devias saber que o teu ódio fortalece-me
posso-te amar e dar-te um beijo na face?
podes cuspir-me que eu dei todo o meu corpo
às ondas do mar que beijam as areias do mundo
importas-te que eu trema o coração contigo?
não te quero amar a troco de qualquer preço
eu não sofro por amores de tão fraca colheita
quero-te trazer ao colo mas sem que tu me vejas
eu quero-te amar mas não quero que me dês nada
já sofro tanto contigo és pele da minha pele
eu só te quero amar porque o amor não espera
nem flores cortadas nem abraços nem lembranças!
manuel feliciano
não me importa os teus pregos e misérias
o teu dinheiro caro ou barato do boteco
a tua roupa amarrotada ou passada a ferro
se és budista cristã indú ou muçulmana
se me dás bofetadas como quem dá beijinhos
devias saber que o teu ódio fortalece-me
posso-te amar e dar-te um beijo na face?
podes cuspir-me que eu dei todo o meu corpo
às ondas do mar que beijam as areias do mundo
importas-te que eu trema o coração contigo?
não te quero amar a troco de qualquer preço
eu não sofro por amores de tão fraca colheita
quero-te trazer ao colo mas sem que tu me vejas
eu quero-te amar mas não quero que me dês nada
já sofro tanto contigo és pele da minha pele
eu só te quero amar porque o amor não espera
nem flores cortadas nem abraços nem lembranças!
manuel feliciano
As fases da lua
A lua tem sempre as mesmas fases?
Se nem a lua tem sempre as mesmas fases eu também não tenho.
manuel feliciano
Se nem a lua tem sempre as mesmas fases eu também não tenho.
manuel feliciano
Quero beber o pó da estrada
Hoje eu só quero beber o pó sagrado da estrada
Que a água do rio é demasiado transparente
E há dias em que eu prefiro andar cego
Caminhar somente com os meus sentimentos
Ver pássaros de barro feitos por um artesão voarem
Apanhar bagos de uvas em cada gota de chuva
Sentar-me numa pedra como na proa de um navio
E ir mesmo por vinhedos na ausência do mar
E com o resto de nuvéns dar pão a pobres com fartura
Porque é que eu quero ver exactamente por fora?
Se nem os deuses suportam viver do lado de fora
Cansam-me as mesmas imagens vertendo sangue
Que belo prazer um dia encoberto de nevoeiro
E o degelo dos castelos que nunca foram castelos
Um copo então de pó aos olhos voltados p'ra dentro!
manuel feliciano
Que a água do rio é demasiado transparente
E há dias em que eu prefiro andar cego
Caminhar somente com os meus sentimentos
Ver pássaros de barro feitos por um artesão voarem
Apanhar bagos de uvas em cada gota de chuva
Sentar-me numa pedra como na proa de um navio
E ir mesmo por vinhedos na ausência do mar
E com o resto de nuvéns dar pão a pobres com fartura
Porque é que eu quero ver exactamente por fora?
Se nem os deuses suportam viver do lado de fora
Cansam-me as mesmas imagens vertendo sangue
Que belo prazer um dia encoberto de nevoeiro
E o degelo dos castelos que nunca foram castelos
Um copo então de pó aos olhos voltados p'ra dentro!
manuel feliciano
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