Nos trémulos lençóis maduros da cama
O rio desceu corado pelos teus cabelos
Dançou com os seios lambendo as rochas
Tomou-as de frente no colo uma a uma
E arderam na carne serena da orquídea
Comeu a sofreguidão e o medo da vida
Em cachos de sorrisos salpicados de uvas
Cantou a canção nas asas de uma garça
Por entre dores do sol nas mãos paridas
Abandonou-se nos fios de uma guitarra
E abraçou multidões nas margens de terra
E os olhos ardiam-me em estrelas cadentes
E o meu coração na tua doce boca chorava
Em doces jardins verdes de saliva e pássaros
E dentes dedilhando-me em anjos nas alturas
Em luas por cima do céu em ruínas com flores
No candelabro do mel dos teus olhos astrais
Sou-te barco na armadilha das faces límpidas
Enredado em fios sussurrantes de cardumes
Morro na folhagem dos teus ombros ancestrais
E perco-me na linguagem fresca de quem sou
O sonho quente no sangue crente de alguém
Antes que mar se me acenda por todo o corpo
Em torrões de açúcar de línguas de espuma
E renasça em girassóis dentro da tua placenta
E me leve fragmentado ao teu altar do mundo!
manuel feliciano
10.27.2010
10.26.2010
Ausência de mim
As minhas mãos fechadas dentro de uma gaveta
Os meus pés jogados numa fisga para o céu
O meu corpo a ranger num plátano velho
Não são o limite das flores varridas pela brisa
O meu pensamento arde longe desta sombra
Fragmento-me num comboio de orvalho onde te levo
Deixo o cálice dos meus olhos a entornar para dentro
Sem sequer tragar o sol da matéria venenosa
Bebo das imagens que não sucumbem ao sal da vida
Cinzelo Vénus no mármore quente da nuvem
Orquestro a música na plumagem rubra dos astros
Deixo que rio bata as asas nas folhas secas do silêncio
E colho em vozes ausentes frutos com que faço a casa.
manuel feliciano
Os meus pés jogados numa fisga para o céu
O meu corpo a ranger num plátano velho
Não são o limite das flores varridas pela brisa
O meu pensamento arde longe desta sombra
Fragmento-me num comboio de orvalho onde te levo
Deixo o cálice dos meus olhos a entornar para dentro
Sem sequer tragar o sol da matéria venenosa
Bebo das imagens que não sucumbem ao sal da vida
Cinzelo Vénus no mármore quente da nuvem
Orquestro a música na plumagem rubra dos astros
Deixo que rio bata as asas nas folhas secas do silêncio
E colho em vozes ausentes frutos com que faço a casa.
manuel feliciano
10.25.2010
Maçã do amor
Toma esta maçã madura amor
Por dentro da sua polpa
Estão os beijos das tuas pálpebras
Enlaçadas às minhas
Quando te olhei o rosto à janela
Pela primeira vez na floresta virgem
Dos meus olhos acorrentados
Ao teu peito debruçado
A arder-me nas têmporas
Os lábios sôfregos pelas ondas
A amaciar a pele das rochas
Como me ardia a água do teu vestido
Nos astros tumefactos da garganta
Tu na bicicleta a entrares por mim adentro
As carícias dos abraços no lume das estrelas
Com as raízes na terra e o pensamento no mar
Toma esta maçã madura amor
E partilha-a com a minha boca
Como se ainda esteja a nascer para a árvore
E reguemos as raízes com a saliva da memória
E despe-me como quem me cobre junto a ti.
manuel feliciano
Por dentro da sua polpa
Estão os beijos das tuas pálpebras
Enlaçadas às minhas
Quando te olhei o rosto à janela
Pela primeira vez na floresta virgem
Dos meus olhos acorrentados
Ao teu peito debruçado
A arder-me nas têmporas
Os lábios sôfregos pelas ondas
A amaciar a pele das rochas
Como me ardia a água do teu vestido
Nos astros tumefactos da garganta
Tu na bicicleta a entrares por mim adentro
As carícias dos abraços no lume das estrelas
Com as raízes na terra e o pensamento no mar
Toma esta maçã madura amor
E partilha-a com a minha boca
Como se ainda esteja a nascer para a árvore
E reguemos as raízes com a saliva da memória
E despe-me como quem me cobre junto a ti.
manuel feliciano
10.24.2010
Pseudo modernidade
Uma galinha com as patas sujas no charco
Come entontecida e cacareja ao som do milho
E os dias correm-lhe como um rio sossegado
Mas a sua alma não tem umbrais esfomeados
Pelas pegadas que o mar rouba sobre a areia
Nem vacas de nuvens que pastam nas alturas
Ou rochas do mar onde se ergue uma sereia
O nevoeiro que o sol desata numa gaivota
A consciência tocando as cordas dos músculos
A bomba moribunda desactivada com beijos
A lágrima salgada desaguando em bons ombros
E a fome ceifada nos ventres por todos os covardes
Porém, não conhecem a gástrica flor da hipocrisia
Nem a sofisticação viril da pseudo modernidade
Nas galerias da estupidez do ódio e da maldade
De homens que têm mãos e continuam amputados.
manuel feliciano
Come entontecida e cacareja ao som do milho
E os dias correm-lhe como um rio sossegado
Mas a sua alma não tem umbrais esfomeados
Pelas pegadas que o mar rouba sobre a areia
Nem vacas de nuvens que pastam nas alturas
Ou rochas do mar onde se ergue uma sereia
O nevoeiro que o sol desata numa gaivota
A consciência tocando as cordas dos músculos
A bomba moribunda desactivada com beijos
A lágrima salgada desaguando em bons ombros
E a fome ceifada nos ventres por todos os covardes
Porém, não conhecem a gástrica flor da hipocrisia
Nem a sofisticação viril da pseudo modernidade
Nas galerias da estupidez do ódio e da maldade
De homens que têm mãos e continuam amputados.
manuel feliciano
10.23.2010
À Actriz Carla Bolito

A actriz Carla Bolito em palco, prima por um carácter firme e autêntico, com a genialidade dos seus movimentos corporais, desprende-se completamente de si e empresta a sua genialidade ao que se chama arte, com uma voz sem mácula e cristalina, de repente o seu corpo ilumina-se e trasmuta-se numa das várias personagens que esconde dentro de si, eu diria na minha óptica estética de espectador, que a considero uma das melhores actrizes da actualidade portuguesa, a quem Portugal deve estar atento, uma verdadeira fera a representar, quer no cinema, quer no teatro.
Aconselho-vos, que por onde quer, que esta estrela brilhe, é digna dos mais fortes aplausos!
manuel feliciano
Carla Bolito (Moçambique, 1973), é uma actriz portuguesa.
[editar] Carreira
Integrou o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC). Cursou Formação de Actores no Instituto Franco-Português e Instituto de Ficção, Investigação e Criação Teatral (IFICT). Trabalhou como actriz residente no Teatro O Bando sob a direcção de João Brites, Raúl Atalaia e Horácio Manuel. Posteriormente trabalhou com Ana Nave; José Peixoto; Lúcia Sigalho; Paulo Claro e Jorge Silva Melo (Artistas Unidos). Encenou Areena, em parceria com Rafaela Santos, no Centro Cultural de Belém; Teatro-Fantasma, com Cláudio da Silva, no Espaço Negócio da Galeria Zé dos Bois; Transfer, de que é autora (Ed. 101 Noites; 1ª Edição - Fevereiro de 2006).
Trabalhou em dança, tendo participado em coreografias de Olga Roriz e Clara Andermatt.
[editar] Cinema
No cinema trabalhou com os realizadores Joaquim Sapinho (Corte de Cabelo), Ivo Ferreira (O Que Foi?), Eduardo Guedes (Falando de Anjos), Teresa Villaverde (Água e Sal), Fernando Vendrell (O Gotejar da Luz, Pele e 14 de Fevereiro a 1 de Abril), Solveig Nordlund (Amanhã), Paulo Belém (W), Margarida Cardoso (A Costa dos Murmúrios). Deu a voz a um filme de Edgar Pêra.
[editar] Televisão
Para a televisão contou com participações pontuais, destacando os telefilmes Facas e Anjos, de Tiago Guedes; La Mort Est Rousse, de Christian Faure; 88, de Edgar Pêra; a série Bocage, de Fernando Vendrell.
Participou recentemente na série O Testamento para a RTP, onde interpretou o papel de Telma.
Foi premiada no Festival Internacional de Cinema de Locarno, como Melhor Interpretação Feminina do ano de 1995, com Corte de Cabelo, de Joaquim Sapinho.
Amor ausente
Meu amor, não foi o gelo que não nos aconchegou
Nem o fogo que nos arrefeceu
Temos uma brasa quente e húmida na garganta
Que nos liga aos braços bravos dos nossos oceanos
Os nossos olhos germinam mesmo nos galhos
Desfeitos da noite madura e quente
As minhas mãos desferem-te flechas de gritos
Lambendo o silêncio ausente do teu corpo astral
E os teus lábios desfeiteiam a múmia da existência
Colados aos meus sobejando a lava de estrelas
Almiscarados com chocolate e torrões de açúcar
Em beijos tragados num marulhar de hienas
Nos cálices refrescantes de flores rubras e alvas
Enquanto o nosso amor reluz na tosse cadavérica das rosas
Que me importa os bichos que mutilam a avenida
Dos meus sonhos abertos ao céu como uma borboleta
Que o sol tenha o sabor asqueroso das trevas
E a escuridão a claridade da língua singrando nas espáduas
Até às curvas húmidas dos meus dedos no som da água
Onde me perco na partitura da tua cavidade musical
Que importa que a podridão arboresça e dê frutos celestes
Eu amo-te toda com os pés frios nas pedras
Os teus olhos consomem-me e ferem-me como duas balas
E o meu corpo é um texto húmido em gotas de sangue
Onde a tua ausência se refunde nos meus dedos
Em ninho que uma ave na Primavera teceu na árvore
Ao fundo do meu umbigo trémulo no teu abrigo
E tu e eu no choco caloroso dos ovos por debaixo das asas
Mas minha querida e apaixonada na ausência de ti
Não há bisturi que corte a pele da minha essência
A morte semeia-me-te a palavra como o grão a ave no céu
Oh casco enferrujado de um navio num banco de areia!
À luz envenenada de uma estrela desmaiada
Oh anjos que tanto venerei sem corpo!
Oh deuses da minha voz em recuo sem respostas!
Altares floridos da minha espera sagrada por ti
Do meu Eu numa caixa de fósforos por arder
Que uma folha de Outono seca te traga amor
Quero-te quente aqui e agora basta-me de cerejas
Onde te como deliciosamente sentado na árvore
Nesta presença invisível de mim, onde te ouço Docemente!
manuel feliciano
Nem o fogo que nos arrefeceu
Temos uma brasa quente e húmida na garganta
Que nos liga aos braços bravos dos nossos oceanos
Os nossos olhos germinam mesmo nos galhos
Desfeitos da noite madura e quente
As minhas mãos desferem-te flechas de gritos
Lambendo o silêncio ausente do teu corpo astral
E os teus lábios desfeiteiam a múmia da existência
Colados aos meus sobejando a lava de estrelas
Almiscarados com chocolate e torrões de açúcar
Em beijos tragados num marulhar de hienas
Nos cálices refrescantes de flores rubras e alvas
Enquanto o nosso amor reluz na tosse cadavérica das rosas
Que me importa os bichos que mutilam a avenida
Dos meus sonhos abertos ao céu como uma borboleta
Que o sol tenha o sabor asqueroso das trevas
E a escuridão a claridade da língua singrando nas espáduas
Até às curvas húmidas dos meus dedos no som da água
Onde me perco na partitura da tua cavidade musical
Que importa que a podridão arboresça e dê frutos celestes
Eu amo-te toda com os pés frios nas pedras
Os teus olhos consomem-me e ferem-me como duas balas
E o meu corpo é um texto húmido em gotas de sangue
Onde a tua ausência se refunde nos meus dedos
Em ninho que uma ave na Primavera teceu na árvore
Ao fundo do meu umbigo trémulo no teu abrigo
E tu e eu no choco caloroso dos ovos por debaixo das asas
Mas minha querida e apaixonada na ausência de ti
Não há bisturi que corte a pele da minha essência
A morte semeia-me-te a palavra como o grão a ave no céu
Oh casco enferrujado de um navio num banco de areia!
À luz envenenada de uma estrela desmaiada
Oh anjos que tanto venerei sem corpo!
Oh deuses da minha voz em recuo sem respostas!
Altares floridos da minha espera sagrada por ti
Do meu Eu numa caixa de fósforos por arder
Que uma folha de Outono seca te traga amor
Quero-te quente aqui e agora basta-me de cerejas
Onde te como deliciosamente sentado na árvore
Nesta presença invisível de mim, onde te ouço Docemente!
manuel feliciano
10.20.2010
Quando eu te tenho
Quando eu te tenho
O mundo está à distância dos teus olhos
O mar que é grande cabe-nos nas mãos
Há glaciares que nos derretem nos beijos
As laranjeiras secas dão laranjas cheias de sumo
Tu és o Ouro e a prata que eu não tenho
O Inverno é frio mas amadurece
Os frutos alvos do teu rosto
O escuro é uma manhã tal como um rio desamarrado
Que quebra o som dos tijolos e dos escravos
E os deuses moram-nos tranquilamente sem cortinas
Os nossos cabelos são árvores no deserto
Nós apanhamos mesmo pêssegos nas nuvens
Sem necessidade alguma de os comermos
Quando eu te tenho
Basta-me a luz dos meus olhos na tua voz
O crepúsculo do teus pés na minha sombra
Somos ponte de saliva que não se desmancha
O universo é-nos só um pequeno ponto
Que nos teus dedos germina multidões
De grãos afectuosos na minha alma
A tua ausência é o reflexo de que me habitas.
manuel feliciano
O mundo está à distância dos teus olhos
O mar que é grande cabe-nos nas mãos
Há glaciares que nos derretem nos beijos
As laranjeiras secas dão laranjas cheias de sumo
Tu és o Ouro e a prata que eu não tenho
O Inverno é frio mas amadurece
Os frutos alvos do teu rosto
O escuro é uma manhã tal como um rio desamarrado
Que quebra o som dos tijolos e dos escravos
E os deuses moram-nos tranquilamente sem cortinas
Os nossos cabelos são árvores no deserto
Nós apanhamos mesmo pêssegos nas nuvens
Sem necessidade alguma de os comermos
Quando eu te tenho
Basta-me a luz dos meus olhos na tua voz
O crepúsculo do teus pés na minha sombra
Somos ponte de saliva que não se desmancha
O universo é-nos só um pequeno ponto
Que nos teus dedos germina multidões
De grãos afectuosos na minha alma
A tua ausência é o reflexo de que me habitas.
manuel feliciano
Navio de letras
Vou por um navio de letras
Os bancos são bocas exangues
Os passageiros reticências
O destino não tem hora.
Abraços desencontrados
Como quem os aperta
Num mar imenso de pó
No umbral de uma casa
Sem porta que dê para fora.
Ouço a música dos pêssegos
Que nunca tocaram a quilha
Do concavo da boca
E souberam-me ao além
Pela bruna tão clara
Rezo de joelhos a uma pedra.
Não me queixo, para quê?
Atraco-me ao troco de uma figueira
A mesma que judas conhece
E faço dela uma prece
O Deus que tanto esperei
No cantinho dos teus olhos.
Enquanto o mundo for
O nada é multidões de gente
E eu sou um mero lastro
Fatias de uma melancia
E o meu coração ausente.
E sigo pelo mar de pedra
Eu sei lá o que é o mar
Sou ponto de interrogação
Pinheiro plantado no monte
Enquanto a viagem segue.
manuel feliciano
Os bancos são bocas exangues
Os passageiros reticências
O destino não tem hora.
Abraços desencontrados
Como quem os aperta
Num mar imenso de pó
No umbral de uma casa
Sem porta que dê para fora.
Ouço a música dos pêssegos
Que nunca tocaram a quilha
Do concavo da boca
E souberam-me ao além
Pela bruna tão clara
Rezo de joelhos a uma pedra.
Não me queixo, para quê?
Atraco-me ao troco de uma figueira
A mesma que judas conhece
E faço dela uma prece
O Deus que tanto esperei
No cantinho dos teus olhos.
Enquanto o mundo for
O nada é multidões de gente
E eu sou um mero lastro
Fatias de uma melancia
E o meu coração ausente.
E sigo pelo mar de pedra
Eu sei lá o que é o mar
Sou ponto de interrogação
Pinheiro plantado no monte
Enquanto a viagem segue.
manuel feliciano
10.19.2010
Poeira nos olhos
Tu que vais pelo caminho sempre erguido
Mesmo se há fisgas apontadas ao teu peito
E os outros te obstruem o luar das pálpebras
E fazem disso o sangue que lhes dá a vida
Só por que os outros te destroem e são felizes
As mãos imensas no horizonte das palavras
Esmagam-te a voz com mãos dentro dos bolsos
Viram-te a cara como a sombra de um cadáver
Tu brotas água no deserto das suas almas
Abres os lábios e braços num bando de aves
Tens pão nos sonhos que fermentou na chuva
E um mar de estrelas fundeadas na esperança
Se os outros matam com a poeira nos olhos
De bolsos cheios morrem mesmo cheios de fome.
manuel feliciano
Mesmo se há fisgas apontadas ao teu peito
E os outros te obstruem o luar das pálpebras
E fazem disso o sangue que lhes dá a vida
Só por que os outros te destroem e são felizes
As mãos imensas no horizonte das palavras
Esmagam-te a voz com mãos dentro dos bolsos
Viram-te a cara como a sombra de um cadáver
Tu brotas água no deserto das suas almas
Abres os lábios e braços num bando de aves
Tens pão nos sonhos que fermentou na chuva
E um mar de estrelas fundeadas na esperança
Se os outros matam com a poeira nos olhos
De bolsos cheios morrem mesmo cheios de fome.
manuel feliciano
Music Box: POETRY SLAM NIGHT
Music Box:
POETRY SLAM NIGHT
Travessa do Carvalho nº24 ao Cais do Sodré
Por Alex Cortez
http://www.musicboxlisboa.com/
Para todos os jovens que gostam de presenciar poesia declamada pelos novos poetas da actualidade, numa noite que combina poesia música e encenação, que traz a palco vários artistas quer da música, quer do teatro, convido-vos a conhecer este novo espaço que a cidade de Lisboa vos concede pelas mãos de Alex Cortez e Janine.
Manuel Feliciano
POETRY SLAM NIGHT
Travessa do Carvalho nº24 ao Cais do Sodré
Por Alex Cortez
http://www.musicboxlisboa.com/
Para todos os jovens que gostam de presenciar poesia declamada pelos novos poetas da actualidade, numa noite que combina poesia música e encenação, que traz a palco vários artistas quer da música, quer do teatro, convido-vos a conhecer este novo espaço que a cidade de Lisboa vos concede pelas mãos de Alex Cortez e Janine.
Manuel Feliciano
Subscrever:
Mensagens (Atom)