Hoje não nasceu o dia
Não há pássaros no céu
nem flores na terra
nem água
O céu está de negro
Os meus olhos
o meu rosto
os meus cabelos
as minhas mãos
o meu peito
o meu corpo
uma semente na rua deserta
querendo o cheiro
e o sabor da tua boca
das tuas palavras
da tua terra
da tua primavera
sem a qual não desabrocho
não sou flor
nem árvore
no ninhos dos teus braços
as aves
as águas
que tenham vergonha
e não cantem
só chorem o teu nome
a tua memória.
Manuel Feliciano para mi querida Giovanna
7.10.2014
6.29.2014
Reparte
porque é aí que está o canto
o sol
a chuva
e a lua
todo o mar
e a tua altura
os teus braços
o teu tronco
e a cintura
o teu rosto sobre o meu
reparte
que aí que está a vida
a erva
de verde colorida
a semente
e o amor
Deus que faz nascer
o beijo e o sabor
a vida que se prolonga
nas pálpebras ao fechar
o prazer
o feto
a flor
a noite
e o amanhecer
e o mundo que há-de vir.
Ámen
Manuel Feliciano
porque é aí que está o canto
o sol
a chuva
e a lua
todo o mar
e a tua altura
os teus braços
o teu tronco
e a cintura
o teu rosto sobre o meu
reparte
que aí que está a vida
a erva
de verde colorida
a semente
e o amor
Deus que faz nascer
o beijo e o sabor
a vida que se prolonga
nas pálpebras ao fechar
o prazer
o feto
a flor
a noite
e o amanhecer
e o mundo que há-de vir.
Ámen
Manuel Feliciano
Quão bonito é o teu reino
o teu trono
o teu tronco
os teus braços
os teus cabelos
o teu rosto
o teu perfume
as tuas palavras
a levar-me a água
sobre o meu silvado
a brotar-me amoras
a tua boca ao amanhecer
A criar astros
do nada
na minha mão repousada
Quão bonito é o que é só teu
o que a lua desconhece
A tua cintura
luar de Agosto
a tua forma própria de abrir os olhos
de movimentar o corpo
de abrir os braços
de movimentar a brisa
de chamar o mar
de espalhar a areia
de chover na terra
de semear sementes
de erguer o sol
a tua planície, o teu todo
O teu colo!
Manuel Feliciano
o teu trono
o teu tronco
os teus braços
os teus cabelos
o teu rosto
o teu perfume
as tuas palavras
a levar-me a água
sobre o meu silvado
a brotar-me amoras
a tua boca ao amanhecer
A criar astros
do nada
na minha mão repousada
Quão bonito é o que é só teu
o que a lua desconhece
A tua cintura
luar de Agosto
a tua forma própria de abrir os olhos
de movimentar o corpo
de abrir os braços
de movimentar a brisa
de chamar o mar
de espalhar a areia
de chover na terra
de semear sementes
de erguer o sol
a tua planície, o teu todo
O teu colo!
Manuel Feliciano
6.12.2014
Os barcos e o rio que se repetem aos meus ombros neste Douro, só o teu corpo, seara que me talha o beijo, O que me traz e leva é este chão, esta planura cheia de brisa de ti. Quem me dera os teus cabelos e as tuas costas, que eu já não tenho, e tenho sempre semeados dentro de mim.
Quem me dera fosse um beijo a saber a não saber, e nessa busca húmida a cheirar a boca tenra e a ar fresco do mar, fosse um fruto inteiro por desvendar em gotículas de saliva. Quem me dera essa luz, fosse o teu rosto inteiro a não acabar junto do meu.
Eu não sei o que são barcos, porque barco só és tu, eu sou mero naufrágio ao leme das tuas mãos, o rio o teu colo profundo, a cidade inteira a vergar de luz, quando fecho os olhos ainda és tu, ervas e sementes que não morrem num verão quente, frutos que se recolhem nas flores.
Eu não consigo imaginar um cais um rio, uma cidade, um barco fora dos teus olhos, da tua boca a tocar a minha, porque um barco é sempre que as tuas mãos pousam, o mar alastra e as gaivotas voam, é sempre que os jardins mais adormecidos acordam, entre as névoas e me dão sol. Tenho sede de ti como a primavera que não traz verão, só fruto a beber na flor. A minha garganta é uma nuvem que se desfaz no perfume do teu olhar. Morro-me a cada braço de árvore que cresce, a cada fonte que jorra a sua água, como quem nasce dentro de ti, Tu és quem é tudo, nesse silêncio profundo que me dói de flor arrancada antes da primavera a arder-me , Amo-te são os únicos barcos que existem, com os olhos suspensos no movimento do teu corpo a florirem na tua boca. Tu és a água que alimenta a fundura dos rios, os jardins desabitados, em mim sei que floresces, és ninho e pássaro, mesmo se as árvores já morreram tu permaneces inteira como a primeira árvore a rasgar-me a pele, a lascar-me a boca, a agarrar-se-me ao coração sem barcos na profundidade da tua água respiro-te e pintas de verde as ervas secas dos meus lábios.
Manuel Feliciano
Quem me dera fosse um beijo a saber a não saber, e nessa busca húmida a cheirar a boca tenra e a ar fresco do mar, fosse um fruto inteiro por desvendar em gotículas de saliva. Quem me dera essa luz, fosse o teu rosto inteiro a não acabar junto do meu.
Eu não sei o que são barcos, porque barco só és tu, eu sou mero naufrágio ao leme das tuas mãos, o rio o teu colo profundo, a cidade inteira a vergar de luz, quando fecho os olhos ainda és tu, ervas e sementes que não morrem num verão quente, frutos que se recolhem nas flores.
Eu não consigo imaginar um cais um rio, uma cidade, um barco fora dos teus olhos, da tua boca a tocar a minha, porque um barco é sempre que as tuas mãos pousam, o mar alastra e as gaivotas voam, é sempre que os jardins mais adormecidos acordam, entre as névoas e me dão sol. Tenho sede de ti como a primavera que não traz verão, só fruto a beber na flor. A minha garganta é uma nuvem que se desfaz no perfume do teu olhar. Morro-me a cada braço de árvore que cresce, a cada fonte que jorra a sua água, como quem nasce dentro de ti, Tu és quem é tudo, nesse silêncio profundo que me dói de flor arrancada antes da primavera a arder-me , Amo-te são os únicos barcos que existem, com os olhos suspensos no movimento do teu corpo a florirem na tua boca. Tu és a água que alimenta a fundura dos rios, os jardins desabitados, em mim sei que floresces, és ninho e pássaro, mesmo se as árvores já morreram tu permaneces inteira como a primeira árvore a rasgar-me a pele, a lascar-me a boca, a agarrar-se-me ao coração sem barcos na profundidade da tua água respiro-te e pintas de verde as ervas secas dos meus lábios.
Manuel Feliciano
6.04.2014
As rosas voltam ao seu inicio
Quando passares por um velho na tua rua não lhe digas nada. Fecha os olhos e adormece. Experimenta dar-lhe a mão, vais querer supostamente que ele te mostre as ruínas de uma antiga qualquer civilização.
Mas, no mais íntimo silêncio ouvirás os pássaros experimentando as asas. Das pétalas das Rosas mais douradas pelo sol, sentirás a chuva, um fresco de boca a humedecer a terra e o sol tão mais fértil .
A minha avó tem 92 anos, do seu olhar eu não consigo ver o fundo da rua, a altura das árvores, a largura da janela, só a planura do mar entrando em suas mãos, e as suas pernas de menina, correndo sobre a areia.
O seu olhar fita as raízes do sol que dormem em silêncio e a sua boca cheira a ninho e rosas. Agora a minha avó é uma menina nos braços de sua própria mãe desenhando rosas nos seus seios, bebendo da própria eternidade, eu não consigo ver-lhe as rugas, os seus cabelos brancos, os seus passos lentos.
A minha avó é Portugal, uma caravela inteira, o seu corpo estende-se ao mundo, é sempre que eu a sonho e sinto, não traz o tempo dentro dela, é um rio permanente que não desagua.
Tomo-lhe a mão, desço a escadas até à sua altura, o céu é o estremecer dos seus próprios olhos, como quem ainda nasce, desaperta o seu sorriso, pelo vestido da lua, e pouco a pouco as suas cicatrizes mais profundas desvanecem entre o colorido das flores e os ramos no calor da face, as rosas menstruam-se e voltam ao seu inicio.
Manuel Feliciano
Quando passares por um velho na tua rua não lhe digas nada. Fecha os olhos e adormece. Experimenta dar-lhe a mão, vais querer supostamente que ele te mostre as ruínas de uma antiga qualquer civilização.
Mas, no mais íntimo silêncio ouvirás os pássaros experimentando as asas. Das pétalas das Rosas mais douradas pelo sol, sentirás a chuva, um fresco de boca a humedecer a terra e o sol tão mais fértil .
A minha avó tem 92 anos, do seu olhar eu não consigo ver o fundo da rua, a altura das árvores, a largura da janela, só a planura do mar entrando em suas mãos, e as suas pernas de menina, correndo sobre a areia.
O seu olhar fita as raízes do sol que dormem em silêncio e a sua boca cheira a ninho e rosas. Agora a minha avó é uma menina nos braços de sua própria mãe desenhando rosas nos seus seios, bebendo da própria eternidade, eu não consigo ver-lhe as rugas, os seus cabelos brancos, os seus passos lentos.
A minha avó é Portugal, uma caravela inteira, o seu corpo estende-se ao mundo, é sempre que eu a sonho e sinto, não traz o tempo dentro dela, é um rio permanente que não desagua.
Tomo-lhe a mão, desço a escadas até à sua altura, o céu é o estremecer dos seus próprios olhos, como quem ainda nasce, desaperta o seu sorriso, pelo vestido da lua, e pouco a pouco as suas cicatrizes mais profundas desvanecem entre o colorido das flores e os ramos no calor da face, as rosas menstruam-se e voltam ao seu inicio.
Manuel Feliciano
5.31.2014
Talvez eu nunca amasse
e o meu coração um barco
dentro do teu mar
Talvez eu nunca ouvisse
E os meus ouvidos
a tua boca a chorar de amor
Talvez eu nunca visse
os meus próprios olhos
As tuas sobrancelhas num jardim
talvez eu nunca andasse
fosse o peso dos teus pés
na minha boca a florir
talvez eu nunca fosse
E a minha própria sombra
o teu corpo chão que dá pão
talvez eu nunca nascesse
E tu saliva e chuva
Envolta na minha carne
Talvez eu nunca morresse
E tu fosses o outro espaço
a outra altura do meu ar
talvez eu nunca existisse
E dentro de mim amanhã
As tuas mãos sol a nascer
Talvez eu não fosse a solidão
mas um pouco dos teus lábios
Juntos dos meus a arder.
manuel feliciano
e o meu coração um barco
dentro do teu mar
Talvez eu nunca ouvisse
E os meus ouvidos
a tua boca a chorar de amor
Talvez eu nunca visse
os meus próprios olhos
As tuas sobrancelhas num jardim
talvez eu nunca andasse
fosse o peso dos teus pés
na minha boca a florir
talvez eu nunca fosse
E a minha própria sombra
o teu corpo chão que dá pão
talvez eu nunca nascesse
E tu saliva e chuva
Envolta na minha carne
Talvez eu nunca morresse
E tu fosses o outro espaço
a outra altura do meu ar
talvez eu nunca existisse
E dentro de mim amanhã
As tuas mãos sol a nascer
Talvez eu não fosse a solidão
mas um pouco dos teus lábios
Juntos dos meus a arder.
manuel feliciano
5.20.2014
Quando eu me achei dentro dos teus olhos
Eu perdi um pouco do meu sangue
Um pouco da minha voz, um pouco mais de mim
A tua boca florida
Sempre florida e desejada maçã
Entre as nossas bocas
E eu e tu de tanto esperar
Um barco inchado dentro de água
A minha garganta e a tua
tantas vezes, eu te beijei tantas vezes
nessa minha e tua espera
Como esse barco
A experimentar a humidade do nosso corpo
E a árvore verdejante
Ainda inteira
No mais íntimo de mim
Eu fui contigo
Tu és o ar possível que me alimenta
O pouco Sol,
O pouco sangue
O pouco sal
Nas paredes sem mais nada do meu corpo
É o teu perfume que eu quero
E não o das rosas mais castas
É o teu útero
E a tua água morna
Não me morreste,
mas seja talvez a hora de eu ser mais límpido
Mais tua saliva
Teu tacto de pássaro e ninho pousado
A Despir o céu
A debulhar-me os lábios
Num dia em que o sol se afoga
A semeares-me
entre o teu tronco e os teus seios
No teu calor
De outro sol e outro céu
Eu hoje compreendo as pedras
E as mãos tenras que nelas moram
Os lábios suspensos na circulação do vento
Os seus olhos quase como uma flor
Húmidos entre os meus
Ainda numa semente à espera da terra do meu corpo!
Manuel Feliciano
Eu perdi um pouco do meu sangue
Um pouco da minha voz, um pouco mais de mim
A tua boca florida
Sempre florida e desejada maçã
Entre as nossas bocas
E eu e tu de tanto esperar
Um barco inchado dentro de água
A minha garganta e a tua
tantas vezes, eu te beijei tantas vezes
nessa minha e tua espera
Como esse barco
A experimentar a humidade do nosso corpo
E a árvore verdejante
Ainda inteira
No mais íntimo de mim
Eu fui contigo
Tu és o ar possível que me alimenta
O pouco Sol,
O pouco sangue
O pouco sal
Nas paredes sem mais nada do meu corpo
É o teu perfume que eu quero
E não o das rosas mais castas
É o teu útero
E a tua água morna
Não me morreste,
mas seja talvez a hora de eu ser mais límpido
Mais tua saliva
Teu tacto de pássaro e ninho pousado
A Despir o céu
A debulhar-me os lábios
Num dia em que o sol se afoga
A semeares-me
entre o teu tronco e os teus seios
No teu calor
De outro sol e outro céu
Eu hoje compreendo as pedras
E as mãos tenras que nelas moram
Os lábios suspensos na circulação do vento
Os seus olhos quase como uma flor
Húmidos entre os meus
Ainda numa semente à espera da terra do meu corpo!
Manuel Feliciano
4.15.2014
Se ela soubesse
O quanto me assassina com os seus olhos
As silvas que florescem
Quando o seu corpo chega
Como quem parte
Ela diz noite,
Tão de manhã
E eu estrela nos seus lábios fechados
Nas palavras feitas dos seus dentes
Ao tocar os meus
Se ela soubesse
O quanto os seus dedos me apertam
E eu rio douro
Entre os penhascos do seu silêncio
Os anos de luz que a minha boca bebe
Naquele fogo de uma chuva miudinha
A instantes de a beijar
O quanto os seus braços e pernas
Aos meus pertencem
Numa nuvem a desfazer-se no céu da sua língua
Eu sou tão dela
Eu não morreria para sempre em seu vasto horizonte.
Manuel Feliciano
O quanto me assassina com os seus olhos
As silvas que florescem
Quando o seu corpo chega
Como quem parte
Ela diz noite,
Tão de manhã
E eu estrela nos seus lábios fechados
Nas palavras feitas dos seus dentes
Ao tocar os meus
Se ela soubesse
O quanto os seus dedos me apertam
E eu rio douro
Entre os penhascos do seu silêncio
Os anos de luz que a minha boca bebe
Naquele fogo de uma chuva miudinha
A instantes de a beijar
O quanto os seus braços e pernas
Aos meus pertencem
Numa nuvem a desfazer-se no céu da sua língua
Eu sou tão dela
Eu não morreria para sempre em seu vasto horizonte.
Manuel Feliciano
3.18.2014
Poema!
O teu corpo é um tear
Feito de lua. E eu sou o tecido humano
Que nele trab...alha.
A espuma. Em ti o pó da noite. A estrela alheia
O jardim que os teus olhos não habitam
Nem recordam nem têm saudade. É uma rosa
A nascer numa pedra, a envolver-me o pescoço
Sinto a marca dos teus dedos. Deixo-te no sono
Dares-te ao solo, envelheceres, nasceres de novo
Como uma maçã que vinga e amadurece
Cheira-me à tua cintura, circulas-me novamente
E ao teu silêncio, dobro-me nos teus lábios
Cheios de mistério
Beijas-me, dizes-me amor
Numa gota de chuva
Que escorre no teus cabelos, bate-me o coração!
manuel feliciano
O teu corpo é um tear
Feito de lua. E eu sou o tecido humano
Que nele trab...alha.
A espuma. Em ti o pó da noite. A estrela alheia
O jardim que os teus olhos não habitam
Nem recordam nem têm saudade. É uma rosa
A nascer numa pedra, a envolver-me o pescoço
Sinto a marca dos teus dedos. Deixo-te no sono
Dares-te ao solo, envelheceres, nasceres de novo
Como uma maçã que vinga e amadurece
Cheira-me à tua cintura, circulas-me novamente
E ao teu silêncio, dobro-me nos teus lábios
Cheios de mistério
Beijas-me, dizes-me amor
Numa gota de chuva
Que escorre no teus cabelos, bate-me o coração!
manuel feliciano
2.20.2014
Era uma pedra
Se o sol
Que morre na água salgada
fosse o teu rosto inteiro
e amplo de alegria
era uma pedra
se ouvisse a música
no ervascal dos teus cabelos
com pássaros pousados.........
a cheirar a primavera
era uma pedra
se na ferida dos teus lábios
uma pétala
de rosa nascesse
e não soubesse partir
Tal como os teus olhos que nunca partem
E sempre tão cheios de rio
Era uma pedra
se em cada beijo que morre
As mãos quente no corpo
Semeassem a Raíz
Era uma pedra
se da espuma do mar na boca
o teu tronco
semeado no útero
era uma pedra
se nos teus lábios que ardem
crescesse uma flor de trigo
Igual à dos teus olhos
onde Deus não morresse
Manuel Feliciano
Se o sol
Que morre na água salgada
fosse o teu rosto inteiro
e amplo de alegria
era uma pedra
se ouvisse a música
no ervascal dos teus cabelos
com pássaros pousados.........
a cheirar a primavera
era uma pedra
se na ferida dos teus lábios
uma pétala
de rosa nascesse
e não soubesse partir
Tal como os teus olhos que nunca partem
E sempre tão cheios de rio
Era uma pedra
se em cada beijo que morre
As mãos quente no corpo
Semeassem a Raíz
Era uma pedra
se da espuma do mar na boca
o teu tronco
semeado no útero
era uma pedra
se nos teus lábios que ardem
crescesse uma flor de trigo
Igual à dos teus olhos
onde Deus não morresse
Manuel Feliciano
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