Morreu o gato Tico
O mundo mata a cada instante tu não! O Gato Tico era um homem honesto dentro de um gato, o gato tico nunca percebeu o porquê de ter que matar um rato, o porquê de um cão não aceitar o seu eu, o Gato Tico entre muitas outras coisas era um literata, escreveu os maiores romances dentro do seu coração, nunca percebeu o porquê de ser um burguês deserdado do mundo, morreu com o olhos abertos e fome de viver, não tinha idade na alma como todo o homem livre e desligado de verdades inalteradas. O gato tico não tinha sequer o prazer de matar borboletas, e teve o maior desgosto de não puder desfazer as leis do mundo, porque os seus olhos estavam sempre verdes como qualquer Deus pronto para renascer. Tinha os mesmos desejos fantasias e tristeza dos homens. Nunca ninguém parou para ver as lágrimas do gato Tico, as suas frases eram mais íntimas que o Silêncio, nunca irei enterrar o gato tico, amou muito mas viveu sempre só, nunca traiu o verdadeiro amor, estava sempre pronto para pedir perdão, e se aconchegar num ombro amigo, sabia abraçar mais do que qualquer homem, voltava sempre à sua casa, não tinha paredes, mas não lhe chovia, era o meu coração. O gato Tico viveu num mundo hipócrita de animais para com animais! O Gato Tico sobreviveu como todos os homens a um mundo cão. O gato Tico sabia que eu o amava sem restrições. O mundo não deixou o gato Tico apresentar-se e ouvir as suas causas. O gato tico era mais nobre do que todos os homens, porque não tinha maldade e não lhe deram galardões, Distribui amor por rosas ervas e crianças. Porque também sou cão e gato árvore pedra e flor e todos os outros animais...O gato Tico nunca traiu e matou como a natureza māe.
Manuel Luis Feliciano
12.21.2017
8.23.2016
8.18.2016
Deveria morre-se da janela a ver o mar
O dia ser eu e tu numa tarde que não finda
E o fim do mundo os teus cabelos
A queimar-me os ombros de bichos e flores a nascer
Deveria morre-se de jardim ou rosa
Que nascem na tua boca e não se põem no mar
Na hora silenciosa as tuas mãos tenras
Sílabas que incendeiam as velas rasgadas de barcos
Ouvir-se os teus beijos a crestarem nos meus
As ervas sonolentas a despertarem
O céu desfeito do teu inteiro aroma
Em nossos lábios miseráveis de tempo
Como pão repartido em mãos de crianças
Por entre o ventre de uma mãe a nascer
E o sol uma espada de luz que já não corta.
O dia ser eu e tu numa tarde que não finda
E o fim do mundo os teus cabelos
A queimar-me os ombros de bichos e flores a nascer
Deveria morre-se de jardim ou rosa
Que nascem na tua boca e não se põem no mar
Na hora silenciosa as tuas mãos tenras
Sílabas que incendeiam as velas rasgadas de barcos
Ouvir-se os teus beijos a crestarem nos meus
As ervas sonolentas a despertarem
O céu desfeito do teu inteiro aroma
Em nossos lábios miseráveis de tempo
Como pão repartido em mãos de crianças
Por entre o ventre de uma mãe a nascer
E o sol uma espada de luz que já não corta.
Manuel Feliciano
7.06.2016
4.15.2016
Já me morreram os deuses
A água dos teus cabelos
É de ti que vem a sede
As pedras que trago dentro
Quero saber do teu olhar
É tão seca a minha fonte
Do teu amor a transbordar
Não tens fim és horizonte
Dá-me de novo a rosa
Sem a qual o sol não chora
E os rios não nascem mais
Mão em meu rosto ausente
A tua voz meu cais que dói
Na minha alma mar nascente
Manuel Feliciano
2.17.2015
Diz-me que és mulher
Que tens carne, e lenha que arde na lareira
E o teu tronco inteiro por cortar
Que ateia as raízes, movimenta os ramos
Com o hálito fresco
E grão que se te abre
Que tens boca e azuis de céu
E porventura estrelas
E que dentro de ti há fundura onde me possa abrigar
Que tens carne, e lenha que arde na lareira
E o teu tronco inteiro por cortar
Que ateia as raízes, movimenta os ramos
Com o hálito fresco
E grão que se te abre
Que tens boca e azuis de céu
E porventura estrelas
E que dentro de ti há fundura onde me possa abrigar
Com se em ti não nasça o dia
Como se em ti não se ponha o Sol
Como se em ti os lábios não morram
Como se em ti não se ponha o Sol
Como se em ti os lábios não morram
É por ti que chegou a Primavera à cidade
É por ti que as flores morrem tão depressa
É por ti
Que tens no coração um cotovelo
Que não te deixa debruçar quando as pétalas caem...
Que todos os dias o sol
Dá os beijos que não sabes dar
É por ti que as flores morrem tão depressa
É por ti
Que tens no coração um cotovelo
Que não te deixa debruçar quando as pétalas caem...
Que todos os dias o sol
Dá os beijos que não sabes dar
Conheço-te
Não vale a pena fugires da renda da minha saliva
Que te borda o corpo
Se soubesses o quanto o teu Adeus
É árvore que em mim ganha asas
Na qual deitas o teu corpo à sombra
Fresco de névoa e brisa
E maçã
Que trincas com a tua própria boca
Porque é que ainda me voltas
Nessa voz com que me trazes
Uma mão de sorriso degolada
Deverias saber matar melhor
A mim não, porque em ti eu só te nasço
Em uvas do Douro dentro do teu vale
Da mesma forma que as abelhas
Despem o pólen das flores
E a brisa arranca o Bâton das rosas.
Manuel Feliciano
Não vale a pena fugires da renda da minha saliva
Que te borda o corpo
Se soubesses o quanto o teu Adeus
É árvore que em mim ganha asas
Na qual deitas o teu corpo à sombra
Fresco de névoa e brisa
E maçã
Que trincas com a tua própria boca
Porque é que ainda me voltas
Nessa voz com que me trazes
Uma mão de sorriso degolada
Deverias saber matar melhor
A mim não, porque em ti eu só te nasço
Em uvas do Douro dentro do teu vale
Da mesma forma que as abelhas
Despem o pólen das flores
E a brisa arranca o Bâton das rosas.
Manuel Feliciano
1.30.2015
De ti eu não tive um beijo
O teu lado branco
O teu lado escuro
nem aquele olhar
que movimenta sol
ou gesto de pão
Que volta para o trigo
Só as tuas mãos
pobres num suspiro
O amor sem fundura
a desenhar-me os lábios
sem o pricipício
onde eu te morra
De ti só aquelas flores
Que nunca foram flores
Mas que em mim floriram!
O teu lado branco
O teu lado escuro
nem aquele olhar
que movimenta sol
ou gesto de pão
Que volta para o trigo
Só as tuas mãos
pobres num suspiro
O amor sem fundura
a desenhar-me os lábios
sem o pricipício
onde eu te morra
De ti só aquelas flores
Que nunca foram flores
Mas que em mim floriram!
O que eu queria de ti era estrela e não o céu
O que eu queria de ti era casa e não a porta
O que eu queria de ti era a erva e não o chão
O que eu queria de ti era o mel e não a abelha
O que eu queria de ti era uma mão fechada
Que me abrisse os lábios na curva dos teus joelhos
O que eu queria de ti era uma nuvem cinzenta
Que chovesse quando os teus beijos queimam
O que eu queria de ti era um rélogio
Feito de beijos e abraços a estalarem em girassóis
OS NOSSO OLHOS SEMPRE CRIANÇAS
RECITANDO FLORES NA PELE CARCOMIDA
DE MAÇÃS DESEJANDO FLORES
SEMENTES IMPLORANDO TRONCOS
GEMENDO O PERFUME DE LUARES
DE VELHAS AS NOSSAS MÃOS
AFONGANDO-SE NO MAR
AINDA NOVAS TREMENDO COMO FOLHAS
INCHADAS DE BRISAS QUE NÃO ADIAM
O ESTREMECER DAS PERNAS NAS TUAS PERNAS
NEM SE PÕEM NA NUDEZ FAMINTA DAS BOCAS
QUE MASTIGAM O POR DO SOL
DENTE POR DENTE E SALIVA
SEM O AMANHÃ DE OLHOS QUE SE FECHAM NO INFINITO
O que eu queria de ti era uma campa aberta
Onde eu pudesse dentro de ti NASCER!
Manuel Feliciano
O que eu queria de ti era casa e não a porta
O que eu queria de ti era a erva e não o chão
O que eu queria de ti era o mel e não a abelha
O que eu queria de ti era uma mão fechada
Que me abrisse os lábios na curva dos teus joelhos
O que eu queria de ti era uma nuvem cinzenta
Que chovesse quando os teus beijos queimam
O que eu queria de ti era um rélogio
Feito de beijos e abraços a estalarem em girassóis
OS NOSSO OLHOS SEMPRE CRIANÇAS
RECITANDO FLORES NA PELE CARCOMIDA
DE MAÇÃS DESEJANDO FLORES
SEMENTES IMPLORANDO TRONCOS
GEMENDO O PERFUME DE LUARES
DE VELHAS AS NOSSAS MÃOS
AFONGANDO-SE NO MAR
AINDA NOVAS TREMENDO COMO FOLHAS
INCHADAS DE BRISAS QUE NÃO ADIAM
O ESTREMECER DAS PERNAS NAS TUAS PERNAS
NEM SE PÕEM NA NUDEZ FAMINTA DAS BOCAS
QUE MASTIGAM O POR DO SOL
DENTE POR DENTE E SALIVA
SEM O AMANHÃ DE OLHOS QUE SE FECHAM NO INFINITO
O que eu queria de ti era uma campa aberta
Onde eu pudesse dentro de ti NASCER!
Manuel Feliciano
4.15.2016
Já me morreram os
deuses
A água dos teus
cabelos
É de ti que vem a
sede
As pedras que
trago dentro
Quero saber do
teu olhar
É tão seca a
minha fonte
Do teu amor a
transbordar
Não tens fim és
horizonte
Dá-me de novo a
rosa
Sem a qual o sol
não chora
E os rios não nascem
mais
Mão em meu rosto
ausente
A tua voz meu
cais que dói
Na minha alma mar
nascente
Manuel Feliciano
2.17.2015
Diz-me que és mulher
Que tens carne, e lenha que arde na lareira
E o teu tronco inteiro por cortar
Que ateia as raízes, movimenta os ramos
Com o hálito fresco
E grão que se te abre
Que tens boca e azuis de céu
E porventura estrelas
E que dentro de ti há fundura onde me possa abrigar
Que tens carne, e lenha que arde na lareira
E o teu tronco inteiro por cortar
Que ateia as raízes, movimenta os ramos
Com o hálito fresco
E grão que se te abre
Que tens boca e azuis de céu
E porventura estrelas
E que dentro de ti há fundura onde me possa abrigar
Com se em ti não nasça o dia
Como se em ti não se ponha o Sol
Como se em ti os lábios não morram
Como se em ti não se ponha o Sol
Como se em ti os lábios não morram
É por ti que chegou a Primavera à cidade
É por ti que as flores morrem tão depressa
É por ti
Que tens no coração um cotovelo
Que não te deixa debruçar quando as pétalas caem...
Que todos os dias o sol
Dá os beijos que não sabes dar
É por ti que as flores morrem tão depressa
É por ti
Que tens no coração um cotovelo
Que não te deixa debruçar quando as pétalas caem...
Que todos os dias o sol
Dá os beijos que não sabes dar
Conheço-te
Não vale a pena fugires da renda da minha saliva
Que te borda o corpo
Se soubesses o quanto o teu Adeus
É árvore que em mim ganha asas
Na qual deitas o teu corpo à sombra
Fresco de névoa e brisa
E maçã
Que trincas com a tua própria boca
Porque é que ainda me voltas
Nessa voz com que me trazes
Uma mão de sorriso degolada
Deverias saber matar melhor
A mim não, porque em ti eu só te nasço
Em uvas do Douro dentro do teu vale
Da mesma forma que as abelhas
Despem o pólen das flores
E a brisa arranca o Bâton das rosas.
Manuel Feliciano
Não vale a pena fugires da renda da minha saliva
Que te borda o corpo
Se soubesses o quanto o teu Adeus
É árvore que em mim ganha asas
Na qual deitas o teu corpo à sombra
Fresco de névoa e brisa
E maçã
Que trincas com a tua própria boca
Porque é que ainda me voltas
Nessa voz com que me trazes
Uma mão de sorriso degolada
Deverias saber matar melhor
A mim não, porque em ti eu só te nasço
Em uvas do Douro dentro do teu vale
Da mesma forma que as abelhas
Despem o pólen das flores
E a brisa arranca o Bâton das rosas.
Manuel Feliciano
1.30.2015
De ti eu não tive um beijo
O teu lado branco
O teu lado escuro
nem aquele olhar
que movimenta sol
ou gesto de pão
Que volta para o trigo
Só as tuas mãos
pobres num suspiro
O amor sem fundura
a desenhar-me os lábios
sem o pricipício
onde eu te morra
De ti só aquelas flores
Que nunca foram flores
Mas que em mim floriram!
O teu lado branco
O teu lado escuro
nem aquele olhar
que movimenta sol
ou gesto de pão
Que volta para o trigo
Só as tuas mãos
pobres num suspiro
O amor sem fundura
a desenhar-me os lábios
sem o pricipício
onde eu te morra
De ti só aquelas flores
Que nunca foram flores
Mas que em mim floriram!
O que eu queria de ti era estrela e não o céu
O que eu queria de ti era porta e não a casa
O que eu queria de ti era a erva e não o chão
O que eu queria de ti era o mel e não a abelha
O que eu queria de ti era uma mão fechada
Que me abrisse os lábios na curva dos teus joelhos
O que eu queria de ti era uma nuvem cinzenta
Que chovesse quando os teus beijos queimam
O que eu queria de ti era um rélogio
Feito de beijos e abraços a estalarem em girassóis
OS NOSSO OLHOS SEMPRE CRIANÇAS
RECITANDO FLORES NA PELE CARCOMIDA
DE MAÇÃS DESEJANDO FLORES
SEMENTES IMPLORANDO TRONCOS
GEMENDO O PERFUME DE LUARES
DE VELHAS AS NOSSAS MÃOS
AFONGANDO-SE NO MAR
AINDA NOVAS TREMENDO COMO FOLHAS
INCHADAS DE BRISAS QUE NÃO ADIAM
O ESTREMECER DAS PERNAS NAS TUAS PERNAS
NEM SE PÕEM NA NUDEZ FAMINTA DAS BOCAS
QUE MASTIGAM O POR DO SOL
DENTE POR DENTE E SALIVA
SEM O AMANHÃ DE OLHOS QUE SE FECHAM NO INFINITO
O que eu queria de ti uma campa aberta
Onde eu pudesse dentro de ti NASCER!
Manuel Feliciano
O que eu queria de ti era porta e não a casa
O que eu queria de ti era a erva e não o chão
O que eu queria de ti era o mel e não a abelha
O que eu queria de ti era uma mão fechada
Que me abrisse os lábios na curva dos teus joelhos
O que eu queria de ti era uma nuvem cinzenta
Que chovesse quando os teus beijos queimam
O que eu queria de ti era um rélogio
Feito de beijos e abraços a estalarem em girassóis
OS NOSSO OLHOS SEMPRE CRIANÇAS
RECITANDO FLORES NA PELE CARCOMIDA
DE MAÇÃS DESEJANDO FLORES
SEMENTES IMPLORANDO TRONCOS
GEMENDO O PERFUME DE LUARES
DE VELHAS AS NOSSAS MÃOS
AFONGANDO-SE NO MAR
AINDA NOVAS TREMENDO COMO FOLHAS
INCHADAS DE BRISAS QUE NÃO ADIAM
O ESTREMECER DAS PERNAS NAS TUAS PERNAS
NEM SE PÕEM NA NUDEZ FAMINTA DAS BOCAS
QUE MASTIGAM O POR DO SOL
DENTE POR DENTE E SALIVA
SEM O AMANHÃ DE OLHOS QUE SE FECHAM NO INFINITO
O que eu queria de ti uma campa aberta
Onde eu pudesse dentro de ti NASCER!
Manuel Feliciano
1.29.2015
Tenho no meu coração o
perfume de um mendigo
Que veste as ervas solteiras que nascem nas bermas da estrada
É preciso que as nossas raízes por mais que se alastrem
Voltem sempre ao nosso tronco
E à água que ilumina as nossas bocas
Sejamos ruas, flores, jardins, por vestir
No fundo da minha tristeza há um pomar
Ainda à espera das tuas mãos cheias de fogo
Que trazem a chuva onde tudo está seco
Sejamos também amor, almas libertas
Asas de pássaros sem chão onde pisar
No meu coração estão todas as rosas por nascer
Tenho as minhas mãos doridas de amor
Da tua voz profunda que nelas corre
Oh minha amada, que as lágrimas que possam chegar
Sejam sempre tuas sementes em meu corpo
Pequeno que jaz à luz de tão mendigo
E tão de amor como o lenço de Verónica em Jesus Cristo
Menstruando aurora de nossas mãos gastas
Dispamos este corpo que já não nos cabe
Sejamos rio que corre sem encontrar o mar
Esqueçamos os olhos que trazem a escuridão às rosas
Sejamos noite de corações iluminados
Árvores de braços abertos ao céu
Que belo é o amor que cresce no chão como erva
ramo que de tão cego se entrega ao pássaro
Quão bela é a semente que voa pelo vento
E não escolhe a boca onde desabrocha o beijo
O verdadeiro amor é aquele que crucifica
E deixa o coração tão leve como as aves
Dá-me a tua mão limpa com a escuridão dos teus olhos
E vive em meu coração sem a dor do tempo
Do vento seco que cresta as palavras como a areia.
Manuel Feliciano
Que veste as ervas solteiras que nascem nas bermas da estrada
É preciso que as nossas raízes por mais que se alastrem
Voltem sempre ao nosso tronco
E à água que ilumina as nossas bocas
Sejamos ruas, flores, jardins, por vestir
No fundo da minha tristeza há um pomar
Ainda à espera das tuas mãos cheias de fogo
Que trazem a chuva onde tudo está seco
Sejamos também amor, almas libertas
Asas de pássaros sem chão onde pisar
No meu coração estão todas as rosas por nascer
Tenho as minhas mãos doridas de amor
Da tua voz profunda que nelas corre
Oh minha amada, que as lágrimas que possam chegar
Sejam sempre tuas sementes em meu corpo
Pequeno que jaz à luz de tão mendigo
E tão de amor como o lenço de Verónica em Jesus Cristo
Menstruando aurora de nossas mãos gastas
Dispamos este corpo que já não nos cabe
Sejamos rio que corre sem encontrar o mar
Esqueçamos os olhos que trazem a escuridão às rosas
Sejamos noite de corações iluminados
Árvores de braços abertos ao céu
Que belo é o amor que cresce no chão como erva
ramo que de tão cego se entrega ao pássaro
Quão bela é a semente que voa pelo vento
E não escolhe a boca onde desabrocha o beijo
O verdadeiro amor é aquele que crucifica
E deixa o coração tão leve como as aves
Dá-me a tua mão limpa com a escuridão dos teus olhos
E vive em meu coração sem a dor do tempo
Do vento seco que cresta as palavras como a areia.
Manuel Feliciano
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