A consciência das coisas
Em permanência
Torna-se material
Dói e pesa
Como um homem já sem força
Sozinho
A arrastar-se à chuva.
Manuel Luís Feliciano
Amo o teu corpo
A tua saliva
Os teus olhos
O teu nariz e boca
A tua pele de seda
A tua bucetinha rosada
A tua rosa anal
Amo a tua ousadia
O Teu sol
A Tua lua
O Teu inverno e primavera
O Teu verão e outono
Amo-te árvore vestida e despida
Amo o teu sal marítimo
Vaga de mar e rosas
Lágrimas
E o mel das tuas ancas
Axilas
Virilhas
Lábios bucetianos
Amo-te dos pés à cabeça
Da terra ao céu
Do céu à lua
Fodes-me com o teu olhar
Com o teu look
Com os teus movimentos
Com a tua magia.....
Fodes-me de amor
Quando diz que sim
Quando diz que não
Quando optas por não dizer nada
Quando me negas
Quando me jogas fora da tua estrada
Quando não me deixas ler o amor no teu corpo
Quando não me deixas escrever poemas na tua pele
Quando me abandonas, sabe-me sempre a ti
Quando me dizes não também me dizes sim
Ao teu beijo
Ao teu soluço
Ao barco determinado que te atravessa
Ao farol que te ilumina
Numa noite de nevoeiro
Sou eu
Mãe
Amor
Irmã
Deusa
Mulher
Amante
Minha âncora desancorada
Há um hemisfério que se une ao teu outro
Uma pedra que toma a tua mão e faz parte do teu muro
O mar dos teus olhos existe mesmo fora de ti
E entra-me pela luz de sol que me galga
Amanda C
Amanda C
Amanda C
Escreve- te a minha boca enrolada no mar a bater na tua púbis .
Amanda C
Diz o mar a bater na leveza das tuas doces ancas
Planície de orquídeas.
Manuel Luís Feliciano
Antes demais...
Te dizer que adoro a cor da tua pele
A tua cor tem doces e macios
Que mais nenhuma outra pele tem
À parte de teres uma cor bonita
Tal como a primavera
Tem cheiros e cores sempre novas como as flores
É cor de manhã que nasce
Do sol que se põe
Do dia que renasce
É cor de Brasil
Amo a beleza da tua pele por ser morena, mas pode ser mais escura, ou mais clara, não
Perde luar, luz e candura
Além de que é pele de mulher
Do amor que nasce dentro de ti, é cor de mãe, de filha
De Deus e infinito, de sonho que transborda
De uma manhã que há-de sempre surgir.
Manuel Luís Feliciano
É difícil ficar na fronteira do teu muro
Não conseguir entrar por inteiro no teu jardim
Saber que dentro dos teus olhos há um espaço
Que eu só posso percorrer do lado de fora
Saber que a tua mão que aquece a minha mão
É uma luz única, inseparável, não se divide
O que te vejo por dentro, é a torrente de um beijo, um soluçar de ondas
Num hemisfério de luz que é só teu
São os teus olhos que me levam ao teu coração
À maresia das tuas palavras salpicadas de sal
Ao teu interior feito de mar profundo
E me deixam do lado de fora, a admirar o teu fogo, a tua alma, uma janela para o mundo só tua.
Manuel Luís Feliciano
É difícil ficar na fronteira do teu muro
Não conseguir entrar por inteiro no teu jardim
Saber que dentro dos teus olhos há um espaço
Que eu só posso percorrer do lado de fora
Saber que tua mão que aquece a minha mão
É uma luz única, inseparável, não se divide
O que te vejo por dentro, é a torrente de um beijo
O que me fazes sonhar, no universo que é só teu
São os teus olhos que levam para dentro de ti
E me deixam do lado de fora admirar o teu
fogo.
Manuel Luís Feliciano
O sol afinal
A luz que não teme
fera do cálculo
O brilho da espada
As mãos acorrentadas
A porta
Escancarada do teu rosto
A silhueta
Do movimento do beijo
A verdade
Do fogo
A afogar-se no mar
A saliva de uma manhã
Sobre uma flor
O que resta
Dos ombros em brasa
A voz que ainda arde
As tuas pálpebras entrecolhidas
A dissolução do escuro
O crepúsculo do bulício dos lábios
da sombra de um barco no mar.
Manuel Luís Feliciano