11.10.2023

 A consciência das coisas 

Em permanência 

Torna-se material

Dói e pesa

Como um homem já sem força 

Sozinho 

A arrastar-se à chuva.


Manuel Luís Feliciano

11.08.2023

 Amo o teu corpo 

A tua saliva

Os teus olhos

O teu nariz e boca 

A tua pele de seda 

A tua bucetinha rosada 

A tua rosa anal 

Amo a tua ousadia 

O Teu sol

A Tua lua 

O Teu inverno e primavera 

O Teu verão e outono

Amo-te árvore vestida e despida 

Amo o teu sal marítimo 

Vaga de mar e rosas 

Lágrimas 

E o mel das tuas ancas

Axilas 

Virilhas 

Lábios bucetianos 

Amo-te dos pés à cabeça 

Da terra ao céu 

Do céu à lua

Fodes-me com o teu olhar 

Com o teu look

Com os teus movimentos 

Com a tua magia.....

Fodes-me de amor 

Quando diz que sim

Quando diz que não 

Quando optas por não dizer nada 

Quando me negas 

Quando me jogas fora da tua estrada 

Quando não me deixas ler o amor no teu corpo

Quando não me deixas escrever poemas na tua pele

Quando me abandonas, sabe-me sempre a ti

Quando me dizes não também me dizes sim

Ao teu beijo

Ao teu soluço 

Ao barco determinado que te atravessa 

Ao farol que te ilumina 

Numa noite de nevoeiro 

Sou eu

Mãe 

Amor 

Irmã 

Deusa 

Mulher 

Amante 

Minha âncora desancorada

Há um hemisfério que se une ao teu outro

Uma pedra que toma a tua mão e faz parte do teu muro 

O mar dos teus olhos existe mesmo  fora de ti 

E entra-me pela luz de sol que me galga

Amanda C

Amanda C 

Amanda C

Escreve- te a minha boca enrolada no mar a bater na tua púbis .

Amanda C

Diz o mar a bater na leveza das tuas doces ancas

Planície de orquídeas.


Manuel Luís Feliciano

9.27.2023

 Antes demais...

Te dizer que adoro a cor da tua pele 

A tua cor tem doces e macios 

Que mais nenhuma outra pele tem 

À parte de teres uma cor bonita 

 Tal como a primavera 

Tem cheiros e cores sempre novas como as flores

É cor de manhã que nasce 

Do sol que se põe 

Do dia que renasce 

É cor de Brasil 

Amo a beleza da tua pele por ser morena, mas pode ser mais escura, ou mais clara, não

Perde luar, luz e candura

Além de que é pele de mulher 

Do amor que nasce dentro de ti, é cor de mãe, de filha 

De Deus e infinito, de sonho que transborda

De uma manhã que há-de sempre surgir.


Manuel Luís Feliciano

9.24.2023

 É difícil ficar na fronteira do teu muro

Não conseguir entrar por inteiro no teu jardim

Saber que dentro dos teus olhos há um espaço 

Que eu  só posso percorrer do lado de fora

Saber que a tua mão que aquece a minha mão 

É uma  luz  única, inseparável,  não se divide

O que te vejo por dentro, é a torrente de um beijo, um soluçar de ondas

Num hemisfério de luz que é só teu

São os teus olhos que me levam ao teu coração

À maresia das tuas palavras salpicadas de sal

Ao teu interior feito de mar profundo

E me deixam do lado de fora, a admirar o teu fogo, a tua alma, uma janela para o mundo só tua. 


Manuel Luís Feliciano

 A alma é o que sinto e não vejo.



Manuel Luís Feliciano 

 O homem é um animal presos às suas próprias emoções.


Manuel Luís Feliciano 

9.22.2023

 Ninguém nos habita senão nós mesmos.



Manuel Luís Feliciano 

 É difícil ficar na fronteira do teu muro

Não conseguir entrar por inteiro no teu jardim

Saber que dentro dos teus olhos há um espaço 

Que eu  só posso percorrer do lado de fora

Saber que tua mão que aquece a minha mão 

É uma  luz  única, inseparável,  não se divide

O que te vejo por dentro, é a torrente de um beijo

O que me fazes sonhar, no universo que é só teu

São os teus olhos que levam para dentro de ti

E me deixam do lado de fora admirar o teu 

fogo.


Manuel Luís Feliciano

8.27.2023

  O sol afinal 

A luz que não teme

 fera do cálculo 

O brilho da espada 

As mãos acorrentadas

A porta

Escancarada do teu rosto

A silhueta

Do movimento do beijo

A verdade

Do fogo

A afogar-se no mar

A saliva de uma manhã

Sobre uma flor

O que resta 

Dos ombros em brasa

A voz que ainda arde

As tuas pálpebras entrecolhidas 

A dissolução do escuro 

O crepúsculo do bulício dos lábios

 da sombra de um barco no mar.

Manuel Luís Feliciano


 Como eu queria fechar a porta 

E sair à rua leve 

Com a certeza de que dentro da casa

Não ficam senão paredes

E se alguém houver 

Que seja amor, luz e vida permanente

E do lado de fora

Espaço do céu 

Que nada pese

O exterior seja livre, puro e limpo.


Manuel Luís Feliciano