Douro que tuas águas desprendes
De cristal abraçando margens
Num fio de água estendes
O espelho de belas paisagens
Ânsia debruçada na corrente
Leve segue sem abandonar
Cativo como a serpente
Correndo lentamente neste olhar
Que vejo nos braços navegar?
A sede que aquece o beijo?
O nú que tua face inspira.
Que prende e faz caminhar
Num íntimo e fresco desejo
O leito em que o teu corpo transpira!