9.27.2023

 Antes demais...

Te dizer que adoro a cor da tua pele 

A tua cor tem doces e macios 

Que mais nenhuma outra pele tem 

À parte de teres uma cor bonita 

 Tal como a primavera 

Tem cheiros e cores sempre novas como as flores

É cor de manhã que nasce 

Do sol que se põe 

Do dia que renasce 

É cor de Brasil 

Amo a beleza da tua pele por ser morena, mas pode ser mais escura, ou mais clara, não

Perde luar, luz e candura

Além de que é pele de mulher 

Do amor que nasce dentro de ti, é cor de mãe, de filha 

De Deus e infinito, de sonho que transborda

De uma manhã que há-de sempre surgir.


Manuel Luís Feliciano

9.24.2023

 É difícil ficar na fronteira do teu muro

Não conseguir entrar por inteiro no teu jardim

Saber que dentro dos teus olhos há um espaço 

Que eu  só posso percorrer do lado de fora

Saber que a tua mão que aquece a minha mão 

É uma  luz  única, inseparável,  não se divide

O que te vejo por dentro, é a torrente de um beijo, um soluçar de ondas

Num hemisfério de luz que é só teu

São os teus olhos que me levam ao teu coração

À maresia das tuas palavras salpicadas de sal

Ao teu interior feito de mar profundo

E me deixam do lado de fora, a admirar o teu fogo, a tua alma, uma janela para o mundo só tua. 


Manuel Luís Feliciano

 A alma é o que sinto e não vejo.



Manuel Luís Feliciano 

 O homem é um animal presos às suas próprias emoções.


Manuel Luís Feliciano 

9.22.2023

 Ninguém nos habita senão nós mesmos.



Manuel Luís Feliciano 

 É difícil ficar na fronteira do teu muro

Não conseguir entrar por inteiro no teu jardim

Saber que dentro dos teus olhos há um espaço 

Que eu  só posso percorrer do lado de fora

Saber que tua mão que aquece a minha mão 

É uma  luz  única, inseparável,  não se divide

O que te vejo por dentro, é a torrente de um beijo

O que me fazes sonhar, no universo que é só teu

São os teus olhos que levam para dentro de ti

E me deixam do lado de fora admirar o teu 

fogo.


Manuel Luís Feliciano

8.27.2023

  O sol afinal 

A luz que não teme

 fera do cálculo 

O brilho da espada 

As mãos acorrentadas

A porta

Escancarada do teu rosto

A silhueta

Do movimento do beijo

A verdade

Do fogo

A afogar-se no mar

A saliva de uma manhã

Sobre uma flor

O que resta 

Dos ombros em brasa

A voz que ainda arde

As tuas pálpebras entrecolhidas 

A dissolução do escuro 

O crepúsculo do bulício dos lábios

 da sombra de um barco no mar.

Manuel Luís Feliciano


 Como eu queria fechar a porta 

E sair à rua leve 

Com a certeza de que dentro da casa

Não ficam senão paredes

E se alguém houver 

Que seja amor, luz e vida permanente

E do lado de fora

Espaço do céu 

Que nada pese

O exterior seja livre, puro e limpo.


Manuel Luís Feliciano

8.25.2023

 Vida 

Torrente  de água

Na cauda de um navio

Floresta que arde 

Em espuma

Mil e uma voz 

A salvar-se 

No azul do mar profundo

Finitude

Flor a quebrar-se

Na proa 

Clarão  que ilumina

O nosso beijo

Desancorado 

O amor todo por nascer

Flor a reerguer-se 

Entre outras flores

Infinitude

Floresta de sombras.



Manuel Luís Feliciano

8.22.2023

 Eu nao sou normal

Porque os normais nao tem crises

Assumem a realidade como uma gaiola 

E cantam como passaros felizes.


Manuel Luis Feliciano