A Ferida e a Guerra
Esclarecendo que o poema
é um duelo agudíssimo
quero eu dizer um dedo
agudíssimo claro
apontado ao coração do homem
[…]
Luiza Neto Jorge[1]
O segundo livro de Manuel Feliciano assume-se como o palco de uma guerra inusitada: uma guerra entre palavras. Neste sentido, o título Palavras em Guerra, não sendo, como muitas vezes acontece, gratuito, possibilita a constituição de algumas linhas de leitura. “Possibilita”, somente, porque na verdade não há fórmulas para compreender a poesia, nem, aliás, para compreender a vida. Como o poeta nos diz, «[a] fórmula química / envenena a flor»[2].
[1] Luiza Neto Jorge, “O Poema”, Terra Imóvel.
[2] Poema “O poema”.
4.15.2008
O preço do livro"pedaços de gente em mim"
Boa Tarde
Informo que em Reunião do Executivo Camarário, realizada hoje, foi aprovado o preço do livro de que V. Ex.ª é autor.
Assim o valor do livro será de 5,00 €
Cordialmente
AnabelaCoelho
Informo que em Reunião do Executivo Camarário, realizada hoje, foi aprovado o preço do livro de que V. Ex.ª é autor.
Assim o valor do livro será de 5,00 €
Cordialmente
AnabelaCoelho
4.14.2008
1 de Maio feira do livro
Vou estar dia 1 de Maio na feira do livro pelas 17:00h, que se irá realizar no posto de turismo em Resende, para quem quiser levar o livro autografado.
poema de Luis azevedo
Aqui é onde eu estou
Eu estou sempre aqui onde me vês
Esta casa, esta cara, estas coisas cansam
porque aqui cansa
aqui dá sede de ir, sede de ali
porque ali é o lugar onde jamais poderei estar
onde sou impossível
vá onde for, ali onde eu chegar será aqui
e estarei esperando a mim próprio com um ramo de rosas na mão
aí és tu aqui
aí parece um grito porque é onde me dói
eu quero estar aí, onde tu estás
tu aqui, ou melhor nós dois ali, remotos, juntos
porque vivemos juntos
aí há o amor que não há aqui
estas coisas tocadas pelas tuas mãos
o que tu pensas, dizes, calas, sonhas
esses lugares onde tu estás sem mim
esse desejo, essa necessidade!
Ali é a salvação
o espelhismo nascido da sede
de estar aqui...
Ali sim seremos felizes!
Onde tu aqui e eu ali estaríamos juntos.
Não há palavras que descrevam ali
As palavras são estas, não aquelas.
Eu estou aqui, tu aí e lá o nosso quando.
Isto é pedra, isso é seda, aquilo é mar
Aqui é chorar o impossível, o odiado domicílio, carência de cada dia
Aí o calor de ti, tua minha vida, tesouro da tua ilha, ar de amor
Ali, onde não estamos chove sobre a vida
que nunca será nossa e me aguarda.
De Luís Azevedo
Pelos velhos tempos que partilhamos em Lisboa
Eu estou sempre aqui onde me vês
Esta casa, esta cara, estas coisas cansam
porque aqui cansa
aqui dá sede de ir, sede de ali
porque ali é o lugar onde jamais poderei estar
onde sou impossível
vá onde for, ali onde eu chegar será aqui
e estarei esperando a mim próprio com um ramo de rosas na mão
aí és tu aqui
aí parece um grito porque é onde me dói
eu quero estar aí, onde tu estás
tu aqui, ou melhor nós dois ali, remotos, juntos
porque vivemos juntos
aí há o amor que não há aqui
estas coisas tocadas pelas tuas mãos
o que tu pensas, dizes, calas, sonhas
esses lugares onde tu estás sem mim
esse desejo, essa necessidade!
Ali é a salvação
o espelhismo nascido da sede
de estar aqui...
Ali sim seremos felizes!
Onde tu aqui e eu ali estaríamos juntos.
Não há palavras que descrevam ali
As palavras são estas, não aquelas.
Eu estou aqui, tu aí e lá o nosso quando.
Isto é pedra, isso é seda, aquilo é mar
Aqui é chorar o impossível, o odiado domicílio, carência de cada dia
Aí o calor de ti, tua minha vida, tesouro da tua ilha, ar de amor
Ali, onde não estamos chove sobre a vida
que nunca será nossa e me aguarda.
De Luís Azevedo
Pelos velhos tempos que partilhamos em Lisboa
4.06.2008
Douro
Douro que tuas águas desprendes
De cristal abraçando margens
Num fio de água estendes
O espelho de belas paisagens
Ânsia debruçada na corrente
Leve segue sem abandonar
Cativo como a serpente
Correndo lentamente neste olhar
Que vejo nos braços navegar?
A sede que aquece o beijo?
O nú que tua face inspira.
Que prende e faz caminhar
Num íntimo e fresco desejo
O leito em que o teu corpo transpira!
De cristal abraçando margens
Num fio de água estendes
O espelho de belas paisagens
Ânsia debruçada na corrente
Leve segue sem abandonar
Cativo como a serpente
Correndo lentamente neste olhar
Que vejo nos braços navegar?
A sede que aquece o beijo?
O nú que tua face inspira.
Que prende e faz caminhar
Num íntimo e fresco desejo
O leito em que o teu corpo transpira!
Morde-me o chão
Morde-me o chão de corpos calcinados
De punhos que sangram na garganta
Das pedras em sono
Sinto a estação de todos os homens
Na viagem do tempo
E pinto a pulsação
Das horas nos lábios vermelhos
Do pó onde escuto as vozes em silêncio
É preciso que as pedras pairem
E as crianças nasçam
Doem-me as árvores, as flores, os muros
Os beijos!
Porque sou ponte feita de silêncio em chama
A refazer os corpos
Que moram neste chão, nestas árvores!
Manuel Feliciano
De punhos que sangram na garganta
Das pedras em sono
Sinto a estação de todos os homens
Na viagem do tempo
E pinto a pulsação
Das horas nos lábios vermelhos
Do pó onde escuto as vozes em silêncio
É preciso que as pedras pairem
E as crianças nasçam
Doem-me as árvores, as flores, os muros
Os beijos!
Porque sou ponte feita de silêncio em chama
A refazer os corpos
Que moram neste chão, nestas árvores!
Manuel Feliciano
Anatomia
Tu és somente
As conchas e a areia da praia
As rochas oxidadas
Se esbatendo nas ondas salgadas
O vento a fulgir
Num fim de tarde
O etéreo das flores
Um sopro de corpo no espaço
A chuva a cair!
As conchas e a areia da praia
As rochas oxidadas
Se esbatendo nas ondas salgadas
O vento a fulgir
Num fim de tarde
O etéreo das flores
Um sopro de corpo no espaço
A chuva a cair!
4.04.2008
Como adquirir o livro
Relativamente à comunicação enviada a este Município informo que as pessoas, que não tenham a oportunidade de comprar o livro aqui em Resende o poderão obter enviando um requerimento para a Câmara Municipal solicitando o envio do livro pelo correio. Desta forma o requerente deverá assumir as despesas de envio e o valor do livro.
Câmara Municipal de Resende :: Av. Rebelo Moniz :: 4660-215 Resende :: PortugalTel.: +351 254 877 653 :: Fax: +351 254 877 424 :: cm.resende@mail.telepac.pt
Alguns poemas do terceiro livro já nasceram
Está a nascer um terceiro livro de poesia erótica, pouco a pouco os poemas vão vencendo as páginas em branco, mas quero que este livro seja uma espécie de morte lenta, quero pois, que os poemas nasçam dentro de mim e me peçam para habitar o mundo, alguns já estão a viver.
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