8.25.2010

Saudade

Saudade é ter e não ter
É amargura que sabe bem
Aconchegar-se na ausência
Do que parte e não se vai.

É o meu Eu em quem eu amo
É quem eu amo no meu EU
Neste naufrágio que é a vida
É lembrar o que não morre.

Matar de amor a minha sede
Numa fonte que corre seca
Mas que jorra na memória
Que a água por si não mata.


manuel feliciano

2 comentários:

  1. sim...sim...que belo poema sobre a saudade! Gostei muito!

    ResponderEliminar
  2. Simples e intrigante!

    Gostei bastante...

    Um abraço,

    Guilherme Peruchi

    ResponderEliminar