10.18.2010

Chupa-me neste abrolho

Chupa-me neste abrolho
Onde o mar abre os braços
Em gritos de céu aos pedaços
E coxas nuas em comunhão
De pólen e espuma salgada
Desflora com fogo a espada
E rasga-me num luar maduro
Num rio de lábios profundos
Por entre o respirar dos gomos
Espreme o sumo nesta laranja
Lambe-me estrelas com o pénis
E deixa-me vir numa nuvem
A desfazer-se em leite-creme
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Bicadas de pássaro tão boas!
Fode-me caralho – fode-me!
Escuta o cintilar das águas
Por entre tentáculos de polvos
Odiferos sons dos meus corais
Soca-me caralho sou tuaaaaaaaaa
Ahhhhhhhhhhh, vou gozaaaaaaaaaa!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
E a língua rastejou na seda branca!!!
E a Flor adormeceu nos ais da carne.

manuel feliciano

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