11.17.2012

E se eu for. Em aromas de barcos
Pelos teus cabelos ofegantes
E a tua delicada boca. Eu adorar-te-ei sem medo

E se tu. Da terra mais silenciosa
Dos rios adormecidos me disseres:
- Vem por aqui estranhamente. Pelos meus braços
Saliva feita de ponte
O fim do mundo! O mar ausente.
Os lábios transparentes. Nos meus estranhos seios

A tua pele é onde o céu nasce. As ervas se orvalham
O escuro mergulha contra o teu umbigo

No barro que desconhece o corpo: As tuas pernas abrem-se

E o SOL em torno das tuas axilas gira

Na bíblia do teus poros: nos profetas da minha língua

Chove em África e as crianças bebem O Deus Verdadeiro

Não me peças para te adorar só hoje: Tu fazes parte

Da Luz mais secreta do mundo: Aquela que me tem comido a boca

Habitado o sangue! Eu quero ir. Vestido da tua brisa.

Pelo teu absoluto corpo.


Manuel Feliciano

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